>> Julho de 2008 Outros Meses:


Busca de patrocínio para publicação de obra do século XVIII

Busca de patrocínio para publicação de obra do século XVIII O Projeto Fortalezas Multimídia continua buscando patrocínio para a edição do livro e CD-ROM intitulado "As Defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786", manuscrito de autoria de José Correia Rangel, nunca publicado integralmente no Brasil ou em Portugal.

A obra original do “ajudante de infantaria com exercício de engenheiro" é dividida em duas partes: a primeira contém as fortificações e os uniformes da tropa da Ilha de Santa Catarina (atual Florianópolis) e a segunda parte “o que pertence ao Rio Grande”, primeira cidade do Estado do Rio Grande do Sul. O manuscrito é composto de 75 folhas, das quais 26 são primorosos desenhos a cores de uniformes militares e levantamento gráfico das fortificações, com outras duas pranchas desdobráveis, com os mapas gerais da Ilha de Santa Catarina e de Rio Grande de São Pedro, também coloridos. A obra traz informações cadastrais, manuscritas, sobre as fortificações militares, suas tropas, armamentos e munição, além dos projetos e mapas. Apresenta ainda um verdadeiro inventário de artefatos, móveis e utensílios de toda natureza presentes nas fortificações, compondo um rico quadro do cotidiano de vida militar na segunda metade do século XVIII.

Trata-se do único levantamento temático sobre fortificações, com esse nível de detalhamento, realizado no sul do Brasil durante o Século XVIII. Representa, portanto, documento importante da história de nosso país e de Portugal, de extremo valor para o estudo das fortificações portuguesas no Brasil, para a compreensão das origens dos dois Estados do sul, bem como para a valorização de nossa memória e do nosso patrimônio cultural.

Os arquitetos Mário Mendonça de Oliveira e Roberto Tonera farão a organização e transcrição do manuscrito, bem como os comentários e notas explicativas ao texto original, os quais, complementados com imagens atuais, ajudarão o leitor na compreensão dos termos técnicos e na contextualização dos assuntos relatados no documento. A publicação é uma parceria com Arquivo Histórico Militar de Lisboa/Portugal, a quem pertence o documento original, e que autorizou os arquitetos a editarem e publicarem a obra no Brasil.

Essa edição será composta de um livro e de um CD-ROM que virá encartado a essa publicação. Este CD-ROM multimídia, além dos textos e imagens presentes na obra impressa, conterá ainda: uma versão dos textos para o idioma inglês, um sistema informatizado de buscas que possibilitará a pesquisa por qualquer palavra, em ambos os idiomas; e uma versão fac-símile do manuscrito original.

As empresas e instituições interessadas em apoiar a publicação desta obra podem fazer contato com o Projeto Fortalezas Multimídia, através do e-mail: projeto@fortalezasmultimidia.com.br, ou pelos telefones (48) 3721 5118 e 9963624.


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VIII Congresso dos Monumentos Militares

VIII Congresso dos Monumentos Militares Já estão abertas as inscrições para o VIII Congresso dos Monumentos Militares, que nesta edição terá como tema: “A Fortificação Costeira: dos primórdios à modernidade".

O Congresso, que é uma iniciativa da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, em parceria com a Universidade do Algarve, vai decorrer em Faro, no Algarve, Portugal, entre os dias 27 e 29 de novembro de 2008.

Segundo os organizadores, o tema escolhido permite “(...) a apresentação de um leque variado de casos. O debate internacional está assim lançado, apelando-se a todos os que estão envolvidos nesta temática para participarem nesta importante actividade. Aceite o desafio e participe também”.

As quatro sessões temáticas propostas são: historiografia; Elementos estruturais e construção e sua inserção geográfica; Restauro, protecção do monumento e contexto ambiental e paisagístico; e Intervenção cultural e reutilização.

Outras informações podem ser obtidas na página dos organizadores, no link abaixo.


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Website fortalezas.org recebe apoio do IPHAN

Website fortalezas.org recebe apoio do IPHAN O website e a base de dados sobre fortificações no mundo (www.fortalezas.org) está em fase final de sua programação e deverá estar disponível ao público a partir de fins do mês de maio. Desde do início deste ano de 2008, o projeto da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, através de sua Superintendência Regional em Santa Catarina.
Como contrapartida, neste primeiro momento, as ferramentas de cadastramento e de pesquisa existentes no website estarão sendo utilizados à serviço do IPHAN para a realização de um estudo comparativo entre as fortificações do sul do Brasil e Uruguai.

O website fortalezas.org está sendo desenvolvido pelo Projeto Fortalezas Multimídia da UFSC, coordenado pelo arquiteto Roberto Tonera. Trata-se de um banco de dados temático sobre fortificações em todo o mundo, com possibilidade de consulta, pesquisa e inserção on line de dados e mídias, por qualquer pessoa e em qualquer idioma, a partir de qualquer lugar que disponha de acesso à Internet. Além dos dados sobre as fortificações, poderão ser consultados e cadastrados também informações sobre bibliografias e personagens históricos relacionados àquelas construções, entre outros conteúdos.

Muito mais que simples formulários eletrônicos em forma de verbetes, esse novo website funcionará como um banco de dados relacional, onde dezenas de campos com informações parametrizadas permitem estabelecer estudos comparativos entre as fortificações, além de possibilitar pesquisas combinadas por tipologia, nome, localização geográfica, data de construção, projetista, nacionalidade original, uso, proteção legal, estado de conservação, ou ainda por qualquer palavra contida nos textos descritivos, entre dezenas de outros parâmetros disponíveis.

O banco de dados e todas as ferramentas de consulta e inclusão de dados funcionarão integralmente no ambiente da Internet, não havendo necessidade de instalação de qualquer programa adicional no computador do usuário. Isto permitirá que o website fortalezas.org funcione sem custos operacionais para o usuário, servindo como fonte compartilhada de pesquisa para especialistas, professores, estudantes e público em geral, que podem utilizá-lo a partir de um cyber café, do computador da sua escola, da sua instituição, ou mesmo da sua moradia.

Além de contribuir para socializar o acesso à informação, que é por si só tarefa das mais imprescindíveis, o website fortalezas.org objetiva democratizar a construção do conhecimento, por intermédio da formação de uma comunidade virtual na Internet, focada no estudo, divulgação e valorização das fortificações. O processo de ampliação permanente da base de dados do website se dará através da participação multilíngue (inicialmente em português, espanhol e inglês) dos pesquisadores locais e regionais, permitindo uma efetiva representatividade do universo das fortificações existentes em todo o mundo, num trabalho de grande potencial cooperativo entre pesquisadores, instituições e público interessado no tema.

Embora o website deva estar disponível ao público agora neste primeiro semestre de 2008, o projeto da UFSC continua buscando novos apoios e parcerias, dentro e fora do Brasil, que permitam já a sua ampliação e otimização, possibilitando a alimentação colaborativa da sua base de dados, a tradução dos conteúdos cadastrados, o incremento do número de idiomas disponíveis, a implementação de um glossário técnico ilustrado, de uma linha do tempo temática, entre outras ferramentas auxiliares, que aguardam recursos financeiros para o seu desenvolvimento e incorporação ao website.
As instituições interessadas em participar como colaboradores ou em apoiar o website fortalezas.org podem fazer contato através do e-mail projeto@fortalezasmultimidia.com.br


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Trabalhos Acadêmicos sobre Fortificações (III)

Trabalhos Acadêmicos sobre Fortificações (III) Dando seqüência à iniciativa de divulgação de trabalhos acadêmicos versando sobre fortificações (veja outros trabalhos abaixo), recomendamos duas Dissertações de Mestrado sobre o antigo sistema de defesa em Pernambuco, que nos foram encaminhadas pelos respectivos autores, aos quais agradecemos publicamente.

A primeira dissertação intitula-se “Fortes, paliçadas e redutos enquanto estratégia da política de defesa portuguesa – O caso da capitania de Pernambuco –1654-1701”, de autoria de Bruno Romero Ferreira Miranda, com orientação da Drª. Virgínia Maria Almoêdo de Assis, defendida no curso de pós-graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco em fevereiro de 2006. Neste trabalho, segundo o autor, “(...) A partir da historiografia colonial e dos documentos de ação do Estado Português, objetivamos perceber como as mudanças na política de defesa de Portugal influenciaram as reformas do poder militar em Pernambuco, em específico na questão das fortificações, nas primeiras décadas após 1654 (...), ao fim da guerra contra a Companhia das Índias Ocidentais”. Outras informações sobre a dissertação podem ser obtidas diretamente com o autor: brunorfmiranda@gmail.com

A outra dissertação, intitula-se “Arqueologia de uma fortificação: o Forte Orange e a Fortaleza de Santa Cruz, em Itamaracá, Pernambuco”, de autoria de Stela Gláucia Alves Barthel, com orientação do Professor Doutor Marcos Antônio Gomes de Matos Albuquerque, defendida no Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco em julho de 2007. O trabalho é um estudo de caso na área da Arqueologia Histórica sobre essa fortificação, em dois momentos distintos: quando pertenceu à Companhia das Índias Ocidentais (1631-1654), como o nome de Forte Orange; e quando passou a integrar o sistema de defesa luso-brasileiro, passando a chamar-se Fortaleza de Santa Cruz. Segundo a autora, “(...) Parte-se da hipótese de que o que houve foi uma nova construção, ficando o forte holandês sob a atual fortaleza. O estudo tomou como base documentos e relatos históricos e dados de uma pesquisa arqueológica, coordenada pelos professores Marcos Albuquerque e Veleda Lucena, do Departamento de História da UFP, (...) entre os anos de 2002 e 2003”. Outras informações sobre a dissertação podem ser obtidas diretamente com a autora: sbarthel@hotlink.com.br

Se você deseja divulgar outros trabalhos acadêmicos versando sobre fortificações, nos encaminhe cópia dos referidos trabalhos para o e-mail: projeto@fortalezasmultimidia.com.br que faremos a divulgação dos mesmos em nosso Boletim (Newsletter) e em nosso website.


Clique aqui para visitar o site do Lab. de Arqueologia da UFPE Clique aqui para visitar o site do Lab. de Arqueologia da UFPE
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Livro sobre Fernando de Noronha

Livro sobre Fernando de Noronha Registramos ainda o lançamento do livro “Fernando de Noronha - Cinco Séculos de História”, da pesquisadora pernambucana Marieta Borges Lins e Silva, também ocorrido em fins de 2007. Fruto de 33 anos de pesquisa da autora, o livro aborda diversos temas da história de Noronha, como as suas fortificações, além dos aspectos naturais que fizeram a fama do arquipélago. A edição também traz fotos e mapas dispostos em 10 capítulos, sendo seis deles impressos e quatro em CD-ROM. Outras informações sobre a obra podem ser obtidas diretamente com a autora: marietaborges@nlink.com.br


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Livro sobre o bi-centenário das invasões inglesas no Uruguai

Livro sobre o bi-centenário das invasões inglesas no Uruguai Foi lançado em Montevidéu, em fins do ano de 2007, o livro: “Las invasiones inglesas en su bicentenario: testimonios, revisiones y perspectivas” de Juan Carlos Luzuriaga, lançado pela editora Torre del Vigía Ediciones.

Segundo os editores, “Las Invasiones Inglesas y los conflictos que generaron, fueron acontecimientos cruciales en la historia del Río de la Plata. La presente obra ahonda en dichos acontecimientos y en los momentos hoy anécdotas que se vivieron en ambos bandos.

Esos hechos se rescatan en el protagonismo de un soldado, en las palabras de un comerciante o en el sentimiento de una viuda, que pueden ser criollos, peninsulares o ingleses. Todos vivieron de diferente forma esos momentos decisivos que se entrelazaron con las escenas de la vida cotidiana mientras coexistieron ambas banderas.

El libro plantea, también, un análisis retrospectivo y un balance de aquellos momentos tan críticos y trascendentales en la vida de nuestros países. Con la idea, siempre vigente, de que la mirada sobre el pasado puede enseñarnos muchas cosas sobre el presente”.

Outras informações sobre essa obra podem ser obtidas através dos e-mail: luzuriaga50@hotmail.com e info@torredelvigia.com


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O mundo a olhar Elvas

O mundo a olhar Elvas Com o título: "O mundo a olhar Elvas" o Boletim Municipal da cidade de Elvas, Portugal, destaca em sua matéria de capa a Cimeira Mundial de Especialistas em Arquitetura Militar Abaluartada, ocorrida em 21 e 22 de julho passado, numa realização da Câmara Municipal de Elvas e do Centro de História da Universidade de Lisboa. A cimeira reuniu mais de 24 especialistas, que avaliaram a realidade monumental da cidade e apoiaram a candidatura das fortificações de Elvas a Patrimônio Mundial.

Entre os especialistas participantes estavam: do Brasil (dois) Mário Mendonça de Oliveira e RobertoTonera; de Cuba (um) Tamara Blanes; da Espanha (oito) Alberto Darias Príncipe, António Campesino, Fernando Cobos Guerra, Juán António Rodríguez-Villasante Prieto, Maria Cruz Villalón, Natália Diaz Bagulho, Soledad Pita e José Pagés e Madrigal; dos Estados Unidos da América (um) Milagros Flores; da Holanda (um) Edwin Paar; das Ilhas Maurícias (um) Philippe la Hausse de Lalouvière; de Malta (um) Ray Bondin; e de Portugal (nove) António Ventura, Domingos Bucho, Elsa Grilo, Filomena Barata, Francisco Sousa Lobo, João Campos, Margarida Vala, Virgolino Ferreira Jorge e Walter Rossa.

Os participantes apresentaram diversas comunicações às quais se seguiu debate, onde foram abordadas questões gerais relacionadas com metodologias e tipologias, bem como outras mais específicas sobre o caso de Elvas. Desse conjunto de intervenções ressaltaram os seguintes aspectos:

1º -O carácter singular das fortificações de Elvas, com destaque para seu enquadramento natural e a relação com a cidade. Estudar uma fortificação implica estudar o território onde foi implantada, bem como a táctica, a estratégia e a logística a ela associadas.

2º- A existência não só das fortificações, num estado de conservação e genuinidade invulgares, mas também de todo um conjunto de estruturas a elas associadas: sistemas de abastecimento de água, paióis, armazéns, quartéis e outros edifícios de função militar que completam e dão coerência às fortificações.

3º- Elvas apresenta uma densidade cultural diversificada no que respeita a fortificações, documentadas materialmente desde o séc. X até ao séc. XX, o que é um caso raro. A Cidade foi, pelo menos desde o séc. XVII, uma realidade civil/militar
e essa dupla natureza marcou e caracterizou a sua evolução até aos nossos dias.

O contributo dos especialistas que participaram nesta cimeira, com as suas experiências e competências em diversos campos: Historiadores, Arquitectos, Engenheiros, Geógrafos, Militares, etc. irá valorizar o dossier de candidatura das Fortificações de Elvas a Património Mundial. (Fonte: www.cm-elvas.pt).

Para ler o conteúdo completo desta matéria, acesse na Internet:
http://www.cm-elvas.pt/boletim_municipal/boletins_anteriores.htm e clique sobre a opção: Boletim Municipal n.º 98 - 09/Agosto/2007


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Trabalhos Acadêmicos sobre fortificações (I)

Trabalhos Acadêmicos sobre fortificações (I) Neste espaço, estamos divulgando alguns trabalhos acadêmicos versando sobre o tema fortificações: trabalhos de conclusão de curso (TCC), dissertações de mestrado e teses de doutorado. O objetivo é divulgar a produção científica sobre esse tema, bem como valorizar e incentivar a pesquisa nesta área do patrimônio cultural.

"Entre memória e história: o Forte Marechal Moura de Naufragados e a preservação do patrimônio histórico em Florianópolis", de Tiago Cristiano de Moura, trabalho de conclusão de curso (TCC) defendido em agosto de 2006, no Curso de Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, sob a orientação da Profª Drª Maria de Fátima Fontes Piazza.

O Forte Marechal Moura foi construído entre os anos de 1909 a 1913 e está localizado em um dos costões da Praia dos Naufragados, no extremo sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Da instalação original, que funcionou até meados do século XX, ainda restam três canhões Armstrong de 152,4 mm e parte das alvenarias de suas baterias. Os trabalhos atuais de manutenção se restringem a uma limpeza periódica, levada a cabo por militares 14ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro.

A importância da pesquisa de Tiago Moura reside no fato do Forte de Naufragados ser praticamente desconhecido pela historiografia oficial, pelos órgãos de cultura e patrimônio cultural, bem como pela população em geral. Dentre as fortificações remanescentes da Ilha de Santa Catarina, não é protegida, do ponto de vista cultural, em nenhuma instância governamental, sendo o único forte da cidade que não é tombado como monumento nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN. Não há sequer um simples registro de suas ruínas e canhões como sítio arqueológico histórico.

Com seu trabalho, o autor sistematiza as poucas informações existentes sobre essa construção e nos desperta para a necessidade de integrar o Forte Marechal Moura de Naufragados à história da Ilha de Santa Catarina, bem como para a necessidade de buscar os mecanismos administrativos e jurídicos que garantam a sua preservação e valorização.

Mais informações sobre este trabalho podem ser obtidas com o autor pelo e-mail: tiagocmoura@hotmail.com


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Trabalhos Acadêmicos sobre fortificações (II)

Trabalhos Acadêmicos sobre fortificações (II) Neste espaço, estamos divulgando alguns trabalhos acadêmicos versando sobre o tema fortificações: trabalhos de conclusão de curso (TCC), dissertações de mestrado e teses de doutorado. O objetivo é divulgar a produção científica sobre esse tema, bem como valorizar e incentivar a pesquisa nesta área do patrimônio cultural. Envie as suas sugestões de trabalhos que nós divulgares nesse espaço.

"Projeto de Reabilitação e Restauro do Forte de Santa Bárbara", de Tatiane Pires Passos, trabalho de conclusão de curso (TCC), defendido em junho de 2004, no Curso de Graduação em Arquitetura da Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, sob a orientação da professora Eliane Veras da Veiga

O Forte de Santa Bárbara da Vila começou a ser construído na segunda metade do Século XVIII, estando já concluído em 1774, segundo indicam algumas plantas e mapas da época. Sua função primordial era guarnecer a Vila de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, contra as embarcações inimigas que por ventura acessassem a Ilha pela Baía Sul. As várias reformas por que passou ao longo dos anos e os aterros que o afastaram do mar, deixaram-no completamente descaracterizado. Foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1984. Ocupado até 1999 por uma agência da Capitania dos Portos de Santa Catarina, é hoje sede administrativa da Fundação Cultural de Florianópolis.

Com seu trabalho, Tatiane sistematiza as poucas informações existentes sobre esse forte e nos apresenta uma proposta prática para recuperação arquitetônica e paisagística do imóvel, resgatando as principais características dessa construção histórica e demonstrando ser possível reverter em grande parte o processo de sua descaracterização. O resultado final é um projeto de restauração que, caso fosse implementado pela municipalidade, permitiria revitalizar mais um dos elos do antigo sistema defensivo catarinense, com significativo retorno também para a valorização da paisagem urbana do centro de Florianópolis.

Mais informações sobre este trabalho podem ser obtidas com a orientadora pelo e-mail: elianevpacheco@gmail.com.


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Fortificações em Santa Catarina

Fortificações em Santa Catarina Nesta edição, daremos seqüência à abordagem das fortificações militares construídas em todo o território brasileiro. Já havíamos comentado sobre as fortificações do Rio Grande do Sul (texto abaixo), e agora, continuando a subir o Brasil, chegamos a Santa Catarina, cujo dia se comemora em 25 de novembro.

Santa Catarina chegou a possuir mais de duas dezenas de fortificações, se considerarmos também aquelas de menor porte construídas nas cidades de Laguna, Imbituba e São Francisco do Sul. No entanto, foi a Ilha de Santa Catarina, na atual cidade de Florianópolis, que abrigou um dos mais expressivos sistemas defensivos já construídos no Brasil. Iniciado em 1739, sob o comando do Brigadeiro José da Silva Paes (também fundador da cidade de Rio Grande/RS e primeiro Governador de Santa Catarina), desempenhou papel fundamental nas disputas entre portugueses e espanhóis e na consolidação das fronteiras do território sul brasileiro (ver outras matérias, abaixo nesta página, sobre a Colônia de Sacramento e demais fortificações no Uruguai).

As construções mais significativas desse sistema defensivo foram as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim (1739), São José da Ponta Grossa (1740), Santo Antônio de Ratones (1740) e Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba (1742). Posteriormente, foram construídos, ainda no século XVIII, os fortes de Santana (1761), Santa Bárbara (antes de 1774), São João (1793), Conceição da Lagoa (1775), São Francisco Xavier (1761) e São Luiz (1771) (estes quatro últimos já desaparecidos), além da Bateria de São Caetano (1765) e do Forte Marechal Moura de Naufragados (este já em 1909).

Após um longo período de abandono e ruínas, as principais fortificações catarinenses foram restauradas e revitalizadas, num processo capitaneado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e IPHAN, a partir da década de 1970. A UFSC adotou Anhatomirim em 1977, abrindo-a à visitação pública em 1984, seguido das fortalezas de Ratones e Ponta Grossa, no início da década de 1990. A conclusão das obras na Fortaleza de Araçatuba (iniciada em 2001, mas interrompida por falta de recursos) é o elo faltante que permitirá a recuperação completa das quatro primeiras e principais fortalezas do sistema defensivo original idealizado por Silva Paes. Além das fortalezas, mantidas pela UFSC, os fortes de Santana (atual Museu de Armas Lara Ribas da Polícia Militar) e Santa Bárbara (ocupado pela fundação cultural de Florianópolis) também estão abertos à visitação. Araçatuba, Naufragados e São Caetano permanecem ainda como ruínas, necessitando de uma maior atenção da sociedade e dos órgãos de preservação.

Sob a gerência da Universidade Federal, as fortalezas tornaram-se sinônimo de preservação cultural e ambiental, um dos maiores e mais bem preservados conjuntos de arquitetura militar de nosso país, campo de estudo para projetos de pesquisa e extensão, e uma das mais notáveis atrações do turismo cultural do sul do Brasil, visitadas anualmente por mais de 200 mil pessoas de todo o mundo.

Nos últimos anos, o Projeto Fortalezas Multimídia, da UFSC, através da continua difusão de informações sobre as fortificações, consolidou-se como uma iniciativa que vem contribuindo para a democratização do acesso ao conhecimento e para a otimização do potencial educacional, cultural e turístico desses monumentos históricos.

Seja pela história que encerram, seja pela sua arquitetura ou pela paisagem exuberante que se descortina de suas muralhas, as fortificações catarinenses têm atraído e fascinado todos aqueles que as conhecem.

Fonte: texto condensado do CD-ROM Fortalezas Multimídia, obra que contém informações sobre 460 fortificações no Brasil e 300 em outros países (ver link abaixo).


Sugestões de Leitura:

CABRAL, Oswaldo Rodrigues. As Defesas da Ilha de Santa Catarina no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1972.

TONERA, Roberto. Fortalezas Multimídia. Florianópolis: Editora da UFSC, Projeto Fortalezas Multimídia, 2001 (CD-ROM).


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Fortificações no Rio Grande do Sul

Fortificações no Rio Grande do Sul A partir desta edição, abordaremos as fortificações militares construídas em todo o território brasileiro, iniciando pelo Estado do Rio Grande do Sul, e seguindo depois até o Amazonas. Esses textos, por sua vez, foram condensados do CD-ROM Fortalezas Multimídia, produzido,lançado e atualizado pelo Projeto, e disponível para aquisição (ver link abaixo, ou seção LOJA no menu acima).


Fortificações no Rio Grande do Sul

Um vasto território ao sul de Laguna (SC), fora da jurisdição portuguesa pelo Tratado de Tordesilhas, permaneceu relativamente abandonado após o Descobrimento do Brasil, uma vez que os esforços das Coroas espanhola e portuguesa se concentraram no reconhecimento e ocupação da bacia do Rio da Prata.

Ao final do século XVII, os portugueses fundaram a Colônia do Sacramento (1680), em território do atual Uruguai (ver textos abaixo sobre as fortificações uruguaias), incitando um ciclo de disputas entre espanhóis e portugueses que só se encerraria em fins do século XVIII.

Neste contexto, o estabelecimento da Colônia do Rio Grande de São Pedro (Vila de São Pedro, hoje cidade de Rio Grande), primeira cidade do Rio Grande do Sul, iniciou-se em paralelo à construção de fortificações como o Forte Jesus-Maria-José, em 1737, iniciativa do Brigadeiro Silva Paes. Além das fortificações erguidas no período do Brasil Colônia, outras foram levantadas durante a Guerra dos Farrapos, na Campanha contra Oribes e Rosa e na Guerra do Paraguai.

Entre as fortificações construídas na cidade de Rio Grande (localizadas, na realidade, nas duas margens do canal da barra, o que hoje compreende também a cidade de São José do Norte) estavam: o já citado Forte Jesus-Maria-José; Forte do Arroio; Forte do Ladino; Bateria da Mangueira; Bateria da Trindade, Bateria do Triunfo; Bateria do Mosquito ou de Santa Bárbara; Fortaleza de São José da Barra; Forte de São José; Bateria do Patrão-Mor ou das Figueiras; Bateria da Conceição; Bateria de São Jorge; Bateria de São Pedro da Barra; Forte de Santa Bárbara; Reduto de São Caetano e Forte de São Gonçalo.

Outras fortificações importantes no Estado são: Forte de Santa Tecla, em Bagé; Fortaleza Jesus-Maria-José, em Rio Pardo; Forte D. Pedro II, em Caçapava do Sul; Entrincheiramento de São Martinho, no município de mesmo nome; Forte Duque de Saxe, em Jaguarão; Forte de Santa Bárbara, em Cachoeira do Sul; Forte de Santana, no Chuí; Forte de Santo Amaro; Forte São Gabriel ou Duque de Caxias; Forte de São José do Taquari; Forte de Itapoã, na região de Porto Alegre, além de outras fortificações ligeiras ou de campanha. Curiosamente, a própria capital gaúcha, por ordem de Caxias, foi, durante a Revolução Farroupilha, guarnecida por uma "muralha" formada de uma fila dupla de estacas de madeira e terra apiloada, complementada por um fosso seco. Ou seja, uma cidade fortificada.

As poucas estruturas remanescentes, foram desarmadas em 1872, após a Guerra do Paraguai, por determinação de Caxias: o receio de uma nova farroupilha não deixaria no Rio Grande do Sul nenhuma fortificação de pé. Hoje, em território gaúcho, restam somente as ruínas do Forte D. Pedro II (restos de muralhas de um forte nunca inteiramente concluído) e as fundações do Forte de Santa Tecla (ambos tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional), além de alguns vestígios arqueológicos do entrincheiramento de São Martinho.

Fonte: texto condensado do CD-ROM Fortalezas Multimídia, obra que contém informações sobre 460 fortificações no Brasil e 300 em outros países (ver link abaixo).


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