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7º Seminário de Cidades Fortificadas

7º Seminário de Cidades Fortificadas A Prefeitura do Município de Bertioga promove o “7º Seminário de Cidades Fortificadas” e o “2º Encontro Técnico de Gestores de Fortificações”. Os eventos ocorrem simultaneamente em Bertioga, São Paulo, Brasil, de 29 de novembro a 1º de dezembro de 2011.

Das seis edições anteriores do Seminário, as cinco primeiras ocorreram no Uruguai (Montevidéu, Colônia do Sacramento e Maldonado), sob a coordenação do Espacio Cultural Al Pie de la Muralla, e a última edição foi em Florianópolis, Santa Catarina sob responsabilidade da Universidade Federal de Santa Catarinha – UFSC.

Esses encontros, iniciados em 2005, permitiram fomentar um considerável número de produções e investigações sobre o tema das fortificações no Uruguai, Brasil, Chile, Colômbia, Açores, Portugal, além de terem possibilitado um proveitoso intercâmbio entre os especialistas dessas nacionalidades.

Com a participação de estudiosos e mantenedores de fortes e fortalezas de diversas cidades do Brasil e dos países convidados, será possível apresentar um panorama das ações desenvolvidas nas diversas fortificações, possibilitando uma salutar troca de experiências no que diz respeito aos temas: auto-sustentabilidade; parcerias e projetos; captação de recursos; corpo técnico; manutenção e conservação de edifícios e acervos; pesquisa e documentação; divulgação e difusão cultural; educação patrimonial; visitação e turismo; acessibilidade; uso adequado dos espaços; atividades artístico-culturais, entre outros temas pertinentes.

O objetivo é mostrar de que forma cada gestor vem atuando nessas áreas, equacionar problemas similares e tomar contato com soluções criativas de gestão realizadas em outras fortificações. Em resumo, promover o intercâmbio internacional de informações e experiências entre os diversos pesquisadores e instituições ligadas ao estudo, conservação, divulgação, gestão e valorização das fortificações históricas no Brasil e no mundo, estimulando os vários segmentos da sociedade organizada a conhecer, preservar e valorizar esse patrimônio histórico-cultural.

Esta edição do Seminário contará com a participação de palestrantes do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina), Uruguai, Portugal, Bélgica e Holanda. Além das palestras, estão previstas duas tardes dedicadas a visitas técnicas às principais fortificações da Baixada Santista. Acesse a programação completa desse evento no endereço: www.cidadesfortificadas.ufsc.br/programacao/

O evento ocorre no SESC Bertioga e é aberto ao público, mas as inscrições devem ser realizadas por meio de formulário on line disponível no website da Prefeitura Municipal: http://www.bertioga.sp.gov.br/formulario_seminario.php.

O “7º Seminário de Cidades Fortificadas” e o “2º Encontro Técnico de Gestores de Fortificações” é uma realização da Prefeitura Municipal de Bertioga, Universidade Federal de Santa Catarina e Espacio Cultural Al Pie de la Muralla (Uruguai).

Comitê Organizador: Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro e Prefeitura do Município de Bertioga.

Comitê Técnico: Roberto Tonera (Projeto Fortalezas Multimídia – UFSC); Joi Cletison Alves (Projeto Fortalezas – UFSC); Adriana Careaga (Espacio Cultural Al Pie de la Muralla – Uruguai); José Cláudio dos Santos Júnior (Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército – DPHCEx) e Paulo G. Medeiros (Instituto Histórico e Geográfico de Santos).

Público: – Gestores e mantenedores das Fortificações; historiadores; arquitetos; restauradores; pesquisadores; educadores; estudantes; antropólogos; arqueólogos; museólogos; turismólogos; militares; moradores e turistas; representantes do governo responsáveis pela gestão dos temas relacionados; membros da sociedade civil organizada; instituições afins, entre outros.


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Livro: As Defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786

Livro: As Defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786 Foi lançado em Florianópolis no dia 06 de setembro de 2011 o livro e CD “As Defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786 - de José Correia Rangel”, organizado por Roberto Tonera e Mário Mendonça de Oliveira. A publicação, que tem por base um dos documentos mais antigos e importantes da história das fortificações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, foi patrocinada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Florianópolis/Fundação Cultural Franklin Cascaes e contou com o apoio cultural da Unimed Grande Florianópolis. O lançamento da obra contou também com a presença especial do coronel Aniceto Afonso, ex-diretor do Arquivo Histórico Militar de Lisboa, autor do texto de apresentação do livro.

A distribuição do livro é gratuita e dirigida prioritariamente ao município de Florianópolis: escolas, universidades, bibliotecas, arquivos, casas de memória, entidades de preservação e instituições culturais diversas. O saldo da tiragem distribuída durante o lançamento da obra no último dia 6 de setembro foi encaminhado à Fundação Franklin Cascaes (Casa da Memória) e à Unimed Grande Florianópolis, que repassarão esses exemplares restantes conforme critérios próprios dessas instituições. "Estamos buscando viabilizar novas parcerias para a impressão de outras tiragens do livro, de forma atender aos muitos pedidos que estamos recebendo diariamente e que extrapolam a quantidade de exemplares agora produzidos nessa edição", comentam os organizadores.

O manuscrito original Defesa da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro, elaborado entre 1786 e 1789 pelo engenheiro militar José Correia Rangel – hoje pertencente ao acervo do Arquivo Histórico Militar de Lisboa –, é um dos documentos mais antigos e importantes da história das fortificações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Nesta obra, uma publicação de 224 páginas coloridas, capa dura, optou-se pela publicação do fac-símile do documento (tabelas, mapas, plantas das fortificações e uniformes das tropas), acompanhado de sua transcrição com ortografia atualizada. Acrescentou-se ao original alguns conteúdos adicionais e didáticos, em forma de textos introdutórios e notas explicativas – complementados com fotografias das fortificações ainda existentes, outras iconografias da época e um glossário ilustrado –, que buscam auxiliar na compreensão dos termos técnicos e na contextualização dos dados apresentados por Rangel. O livro também traz encartado um CD-ROM com o conteúdo integral da obra impressa, acrescido de outros recursos virtuais.

Com essa publicação, os organizadores esperam “contribuir para a pesquisa sobre o cotidiano da vida militar em nossos fortes e vilas da segunda metade do século XVIII, para o estudo das fortificações portuguesas no Brasil, para a compreensão das origens históricas dos dois estados do Sul, bem como para a valorização de nossa memória e do nosso patrimônio cultural”.

Leia abaixo a íntegra do prefácio do livro:


Livro
“As Defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786
de José Correia Rangel”

Prefácio

O manuscrito original Defesa da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro, elaborado entre 1786 e 1789 pelo engenheiro militar José Correia Rangel, é um dos documentos mais antigos e importantes da história das fortificações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Apesar disso, nunca havia sido publicado integralmente. Ineditismo que talvez possa ser em parte atribuído ao seu rígido formato de relatório técnico: apesar de ilustrado com belas aquarelas é composto basicamente de tabelas e listagens de armamentos e tropas, não possui textos descritivos ou explicações adicionais de contexto histórico; é escrito com letra cursiva, em português do século XVIII, e está repleto de abreviaturas e terminologia castrense. Todos esses fatores combinados certamente dificultavam o seu entendimento e a apreensão de seu conteúdo por um público não especializado. Dessa forma, a decisão de resgatar e publicar na íntegra esse valioso manuscrito, quase tão antigo quanto as próprias cidades que documenta, nos colocava diante da desafiadora missão de realizá-lo por meio de uma edição atraente, tornando a sua leitura mais prazerosa e eficaz. Para tanto optamos pela publicação do fac-símile do documento, acompanhado de sua transcrição com ortografia atualizada. Acrescentamos ao original alguns conteúdos adicionais e didáticos, em forma de textos introdutórios e notas explicativas – complementados com fotografias das fortificações ainda existentes, outras iconografias da época e um glossário ilustrado –, que buscam auxiliar na compreensão dos termos técnicos e na contextualização dos dados apresentados por Rangel. Caberá agora ao leitor julgar se obtivemos êxito.

O manuscrito original é dividido em primeira e segunda parte, contendo, respectivamente, o levantamento das fortificações e dos uniformes das tropas da Ilha de Santa Catarina (na atual Florianópolis) e do Rio Grande de São Pedro (primeira cidade do Rio Grande do Sul). Entre suas 76 páginas estão 29 estampas coloridas, com desenhos aquarelados dos uniformes, das plantas das fortificações e dos mapas gerais de levantamento dos lugares fortificados das duas povoações. Rangel apresenta ainda relações precisas das guarnições militares existentes, metodicamente discriminadas e quantificadas, bem como um arrolamento minucioso dos armamentos e demais petrechos de artilharia, presentes em cada uma das fortificações abordadas. A parte final do documento traz um detalhado inventário de todos os gêneros existentes nos armazéns das vilas gaúchas de Rio Grande, Porto Alegre e Rio Pardo. Trata-se de uma listagem pormenorizada e, curiosamente, em ordem alfabética, contendo uma grande variedade de nomes e quantidades de armas, munições, ferramentas, utensílios, móveis, tecidos, vestimentas, medicamentos; objetos de uso pessoal, religioso e militar; acessórios de montaria e veículos de transporte, entre outros artefatos e equipamentos diversos.

Um manuscrito dessa natureza representa um rico documento de fonte primária, de suma importância: para a pesquisa sobre o cotidiano da vida militar em nossos fortes e vilas da segunda metade do século XVIII, para o estudo das fortificações portuguesas no Brasil, para a compreensão das origens históricas dos dois estados do Sul, bem como para a valorização de nossa memória e do nosso patrimônio cultural. A relevância do documento se amplia ainda mais para o estado gaúcho, não só em função do já mencionado inventário dos gêneros, mas sobretudo porque todas as fortificações no Rio Grande do Sul, citadas pelo autor, desapareceram completamente ainda no século XIX.

Esse relatório de Rangel pertenceu posteriormente à coleção de documentos do General de Divisão do Exército Português Jaime Agnelo dos Santos Couvreur (1842-1911), grande colecionador de manuscritos, em especial sobre uniformes, tendo sido adquirido em 1919 pela Livraria dos Paulistas, instalada na igreja de Santa Catarina, em Lisboa, e que pertencia então à Biblioteca do Ministério da Guerra, depois incorporada à Biblioteca do Exército Português. A redescoberta tardia desse único exemplar existente pode ajudar a explicar por que o documento não consta da relação de trabalhos atribuídos a Rangel por Sousa Viterbo, em obra publicada alguns anos antes (1904). Esse autor cita inclusive um outro levantamento semelhante sobre uniformes, armamentos e tropas que o nosso engenheiro militar realizou no Rio de Janeiro, no mesmo ano de 1786. Nada comenta, porém, sobre esse trabalho no Sul do Brasil.

O manuscrito original pertence hoje ao acervo do Arquivo Histórico Militar de Lisboa, onde é conhecido informalmente com o nome de Códice de Santa Catarina. Foi no Arquivo Militar, há poucos anos, que tomamos contato direto com o documento e nos propusemos a publicá-lo, iniciativa que contou com a imediata aceitação e incentivo daquela renomada instituição e de seu então diretor, o Coronel Aniceto Afonso, que hoje muito nos honra com a Apresentação da presente obra, num texto que ressalta, sobretudo, a importância da preservação dos acervos documentais e o relevante papel das instituições que se empenham nessa missão.

Na presente edição, acrescentamos uma pequena nota biográfica sobre o desconhecido engenheiro militar José Correia Rangel de Bulhões, que nem sempre assinava todos os seus trabalhos com esse último sobrenome, como ocorre nesse documento. Esperamos assim destacar para o leitor a importância que esses engenheiros desempenharam nos primórdios de nossas vilas coloniais. Eles foram nossos primeiros urbanistas e projetistas de fortificações, igrejas, palácios, edifícios administrativos, entre tantas outras obras precursoras, civis e militares, muitas delas ainda presentes nos centros históricos de nossas cidades. Almejamos também que os pesquisadores interessados possam seguir a trilha que deixamos indicada sobre os demais trabalhos elaborados por Rangel, muitos deles pertencentes ao acervo da Biblioteca Nacional e do Arquivo Histórico do Exército, ambos no Rio de Janeiro, e que isso futuramente resulte em novas contribuições ao estudo de nossas fortificações e cidades.

Na Introdução apresentamos ao leitor alguns dados adicionais sobre as fortificações, não mencionados por Rangel; informações básicas sobre o panorama histórico no qual o documento original foi elaborado, bem como alguns esclarecimentos sobre artilharia e a organização das tropas naquele período. Com esses textos complementares, não objetivamos, obviamente, escrever uma obra profunda sobre as fortificações no Sul do Brasil – o que de fato ainda necessita ser realizado -, mas apenas permitir a contextualização do manuscrito no tempo e no espaço e possibilitar um melhor entendimento de seu conteúdo.

Na parte central da publicação colocamos justapostos o fac-símile e a sua correspondente transcrição com a ortografia atualizada. As diversas abreviaturas utilizadas por Rangel foram reescritas por extenso e modernizaram-se grafias antigas como Jozé, xifre, entre outras, permanecendo inalterados, no entanto, certos nomes e palavras, como Ignácio, Bartholomeu e polvarinho, por exemplo, que ainda hoje são admitidos com a mesma grafia original. A transcrição também manteve a mesma sequência de palavras que Rangel empregou na sua relação dos gêneros, embora muitas vezes essa listagem não obedeça a uma ordem alfabética rígida. Em todos os casos, o leitor pode sempre comparar, lado a lado, a versão moderna com o seu original.

A transcrição conta ainda com notas adicionais dos organizadores, reunidas ao final desse capítulo principal. São comentários e observações que procuram complementar os dados apresentados pelo autor, além de informar sobre curiosidades, prestar esclarecimentos técnicos sobre critérios de transcrição utilizados e sobre termos com significado desconhecido, ou ilegíveis, presentes no texto original.

O Glossário, parcialmente ilustrado, foi outro conteúdo complementar que julgamos fundamental acrescentar à obra original, possibilitando ao leitor ampliar a compreensão sobre um documento permeado de muitos termos técnicos, em especial aqueles utilizados no meio militar do século XVIII. Os verbetes buscaram se limitar estritamente ao enfoque empregado no texto de Rangel. Assim, por exemplo, o termo "Alqueire" ficou definido apenas como medida de volume, e não de área, pois o autor o utiliza somente nessa primeira conotação (alqueire de farinha, de cal, de sal). Outros termos, por sua vez, apresentam múltiplos conceitos, em especial alguns daqueles que integram a já citada listagem dos gêneros, pois a ordem alfabética ali empregada, sem relação de contexto com as demais palavras sequenciais da lista, torna difícil identificar a qual dos possíveis significados Rangel estaria de fato se referindo. Esse glossário foi embasado no léxico publicado no livro Muralhas de pedra, canhões de bronze, homens de ferro (CASTRO, 2009), nas informações presentes na obra Exame de artilheiros (ALPOIM, 1744) e no Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa.

Na Bibliografia merece destaque a já mencionada obra Exame de artilheiros, por seu didatismo e abrangência de conteúdos. Embora escrita cerca de 40 anos antes do manuscrito de Rangel, ainda podemos julgá-la contemporânea do mesmo, visto que a artilharia empregada nas fortificações, em especial no Sul do Brasil, não se modificou de forma significativa nesse período.

Ao final da publicação há ainda uma relação de sites de Internet – com destaque para o Banco de Dados Mundial sobre Fortificações (www.fortalezas.org) –, links cujo o acesso permitirá ao leitor ampliar seu conhecimento sobre todas as fortificações mencionadas nesta publicação.

O livro também traz encartado um CD-ROM multimídia, com o conteúdo integral da obra impressa, acrescido de recursos de interatividade e comunicação direta com a internet, contendo ferramenta de busca por palavras em todos os textos e interação dinâmica entre as diversas partes do CD. Devido à importância que a artilharia assume nesse trabalho de Rangel, a versão virtual da publicação conta ainda com uma maquete digital de um canhão do século XVIII, com recursos de animação tridimensional e informações ilustradas sobre esse principal armamento utilizado nas fortificações.

Nos cabe por fim agradecer a todos que contribuíram para a realização dessa publicação e enfatizar que ela só foi possível graças ao apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Florianópolis, por meio de sua Fundação Cultural Franklin Cascaes, bem como devido ao apoio cultural da Unimed Grande Florianópolis.

Com a proteção de Santa Bárbara, está feito!


Roberto Tonera e Mário Mendonça de Oliveira
(Organizadores)


Informações: projeto@fortalezasmultimidia.com.br


Veja matéria jornalística da TV UFSC sobre o lançamento do livro Veja matéria jornalística da TV UFSC sobre o lançamento do livro
Veja entrevista com os organizadores na RBS TV Veja entrevista com os organizadores na RBS TV
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Conteúdos do 6º Seminário de Cidades Fortificadas estão disponíveis

Conteúdos do 6º Seminário de Cidades Fortificadas estão disponíveis A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comemorando os seus 50 anos de criação e os 271 anos do início da construção das fortalezas da Ilha de Santa Catarina, em pareceria com o Espacio Cultural Al Pie de la Muralla (Montevidéu/Uruguai) promoveu no início de 2010 dois grandes eventos para discutir a administração e preservação de fortificações no Brasil e no mundo.

Durante o 6º Seminário Regional de Cidades Fortificadas e o Primeiro Encontro Técnico de Gestores de Fortificações, ocorridos de 31 de março a 2 de abril de 2010, no auditório da Reitoria, em Florianópolis, Sul do Brasil, estiveram reunidos representantes de fortificações de diversos Estados do Brasil, Uruguai e Açores/Portugal.

Durante o Encontro, os gestores dos fortes apresentaram um panorama das ações desenvolvidas nas fortificações sob a sua administração, possibilitando uma salutar troca de experiências no que diz respeito aos seguintes temas: auto-sustentabilidade, parcerias e projetos, captação de recursos, corpo técnico, manutenção e conservação de edifícios e acervos, pesquisa e documentação, divulgação e difusão cultural, educação patrimonial, visitação e turismo, acessibilidade, uso adequado dos espaços, atividades artístico-culturais, entre outros temas pertinentes. O objetivo foi mostrar de que forma cada gestor vem atuando nessas áreas, equacionar problemas similares, mas, principalmente, tomar contato com soluções implementadas em cada fortificação e que tiveram resultados positivos. Em resumo, compartilhou-se experiências e práticas criativas de gestão, e estabeleceu-se intercâmbios e parcerias que vem contribuindo para melhorar e modernizar a preservação das fortificações.

Estiveram em Florianópolis gestores do Forte de São Miguel, Fortaleza de Santa Teresa e Fortaleza del Cerro (Uruguai); Fortaleza de São Brás (Ponta Delgada/Açores/Portugal); Forte de Copacabana (Rio de Janeiro/RJ); Forte das Cinco Pontas (Recife/PE); Forte do Presépio (Belém/PA); Forte de São Marcelo (Salvador/BA); Casa do Trem Bélico (Santos/SP); Forte de São João (Bertioga/SP) e Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres da Ilha do Mel (Paranaguá/PR); entre outras fortificações abordadas nas comunicações do Seminário. De Santa Catarina, além das fortificações administradas pela UFSC na Grande Florianópolis (Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones, São José da Ponta Grossa e Bateria de São Caetano) também esteve presente o Forte de Santa Bárbara, que hoje é sede da Fundação Cultural Franklin Cascaes (Prefeitura de Florianópolis).

As cinco edições anteriores do Seminário Regional de Cidades Fortificadas ocorreram todas no Uruguai (Montevidéu, Colônia do Sacramento e Maldonado), sob a coordenação do Espacio Cultural Al Pie de la Muralla (http://www.alpiedelamuralla.com/index.asp).

Esses encontros, iniciados em 2005, permitiram fomentar um considerável número de produções e investigações sobre o tema das fortificações no Uruguai, Brasil, Chile, Colômbia, além de terem possibilitado um proveitoso intercâmbio entre especialistas dessas nacionalidades. "Pretendemos agora avançar com essas pesquisas e disponibilizar os resultados alcançados a um público ainda maior", espera o arquiteto Roberto Tonera, coordenador do Projeto Fortalezas Multimídia e um dos responsáveis pela preservação das fortalezas da UFSC e pela organização do evento. Entre as alternativas para essa difusão, estão a manutenção de uma página permanente de divulgação do Seminário e Encontro de Gestores (www.cidadesfortificadas.ufsc.br) e a ampliação das informações disponíveis sobre essas construções históricas por meio do Banco de Dados Mundial sobre Fortificações (www.fortalezas.org), projeto criado por Tonera e acessado pela Internet em três idiomas, contando já com o cadastro de mais de 850 fortificações de vários países. “Também almejamos engajar os gestores de fortificações locais e de outras cidades a esse projeto. Os monumentos que eles administram já estão cadastrados no Banco de Dados Mundial, mas os conteúdos disponíveis sobre esses fortes precisam ser ampliados com a participação deles, bem como dos pesquisadores regionais, das instituições de preservação, e com a contribuição dos acervos documentais situados nessas respectivas cidades e Estados (arquivos públicos, bibliotecas, institutos históricos, entre outros). O Banco de Dados foi desenvolvido para funcionar em forma de uma rede colaborativa, numa espécie de comunidade virtual de investigadores e instituições interessadas na história e na preservação das fortificações em todo o mundo”, enfatiza o arquiteto. (Saiba mais informações sobre esse Banco de Dados acessando o texto: http://www.fortalezasmultimidia.com.br/fortalezas/index.php?ct=bibliografia&id_bibliografia=1749).

Voltando ao Seminário, já estão disponíveis na página do evento todos os textos apresentados durante o 6º Seminário, bem como as atas das demais cinco edições anteriores do evento (http://www.cidadesfortificadas.ufsc.br/actas.php). Nesta mesma página pode ser acessado também, em português e espanhol, o texto do documento final (síntese com proposições e recomendações) desse 6º Encontro. Uma versão impressa desse documento está sendo formatada e estará disponível ao público em breve.

Também estão disponíveis no website do evento: vídeos, documentários, entrevistas, fotos e a lista dos participantes do encontro:
http://www.cidadesfortificadas.ufsc.br/novidades.php).

Informamos ainda que já está confirmada a realização do 7º Seminário de Cidades Fortificadas e o Segundo Encontro de Gestores de Fortificações, que ocorrerá no primeiro semestre de 2011 (provavelmente em maio), na cidade de Bertioga, no litoral de São Paulo (em breve outras informações).


Acesse aqui o documento final do 6º Seminário Acesse aqui o documento final do 6º Seminário
Veja aqui fotos, vídeos e outros registros do 6º Seminário Veja aqui fotos, vídeos e outros registros do 6º Seminário
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Banco de Dados Mundial sobre Fortificações (www.fortalezas.org)

Banco de Dados Mundial sobre Fortificações (www.fortalezas.org) O Banco de Dados Mundial sobre Fortificações está disponível ao público na Internet no endereço www.fortalezas.org. O Banco, idealizado por Roberto Tonera, arquiteto da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC/Brasil, vem sendo desenvolvido desde 2001 pelo Projeto Fortalezas Multimídia.

Trata-se de um banco de dados temático sobre fortificações históricas em todo o mundo, com possibilidade de consulta, pesquisa e inserção de dados e mídias (em português, espanhol e inglês). A alimentação de conteúdos pode ser realizada por instituições ou pesquisadores credenciados, a partir de qualquer lugar que disponha de um simples acesso à Internet. Além das informações sobre as fortificações, poderão também ser consultados e inseridos dados sobre bibliografias e personagens históricos relacionados àquelas construções, entre outros conteúdos temáticos.

Importante salientar que o programa funciona como um banco de dados relacional, onde dezenas de campos com informações parametrizadas (quesitos ou tópicos pré-definidos) permitem estabelecer estudos comparativos entre as fortificações, além de possibilitar pesquisas combinadas por tipologia, nome, localização geográfica, data de construção, projetista, nacionalidade original, uso, proteção legal, estado de conservação, mantenedor, ou ainda por qualquer palavra contida nos textos descritivos, entre diversos outros parâmetros de pesquisa disponíveis.

O Banco de Dados e todas as ferramentas de consulta e inserção de conteúdos funcionam integralmente no ambiente da Internet, não havendo necessidade de instalação de qualquer programa adicional no computador de quem o utiliza. Isto permite que ele funcione sem custos operacionais tanto para aqueles que consultam as informações quanto para aqueles que as alimentam. O Banco de Dados serve assim como fonte compartilhada de pesquisa para instituições de preservação, universidades, mantenedores dos monumentos, especialistas, professores, estudantes e público em geral, que podem utilizá-lo a partir de um cyber café, do computador da sua escola, da sua instituição, ou mesmo da sua moradia.

Além de contribuir para socializar o acesso à informação, que é por si só tarefa das mais imprescindíveis, o Banco de Dados Mundial sobre Fortificações objetiva democratizar a construção do conhecimento, por intermédio da formação de uma comunidade virtual focada no estudo, divulgação e valorização das fortificações. O processo de ampliação permanente dessa base de dados se dará através da participação multilíngue dos pesquisadores locais, regionais e internacionais, permitindo uma efetiva representatividade do universo das fortificações existentes em todo o mundo, num trabalho de grande potencial cooperativo entre pesquisadores, instituições e público interessado no tema.

Segundo Tonera, “mesmo sendo esse Banco de Dados uma ferramenta inovadora, estamos buscando já novos apoios e parcerias, dentro e fora do Brasil, que permitam a ampliação e otimização de suas funcionalidades, possibilitando, por exemplo, o incremento do número de idiomas disponíveis; a implementação de um glossário técnico ilustrado e de uma linha do tempo temática; a criação de uma plataforma técnica de manutenção e conservação das fortificações, entre outros melhoramentos que aguardam financiamento para o seu desenvolvimento e incorporação ao website fortalezas.org em futuro próximo. Estamos também dando seqüência à divulgação nacional e internacional desse projeto e para isso são importantes os eventos técnicos como os congressos de fortificações de Faro/Portugal (novembro de 2008); de Alcalá de Guadaíra/Sevilha/Espanha (março de 2009); de Montevidéu/Uruguai (abril de 2009), e o de Caçapava do Sul (setembro de 2009), onde o Banco de Dados Mundial sobre Fortificações já foi apresentado e levado ao conhecimento dos mais renomados especialistas na área. Em 2010, esse trabalho continua e ele deverá estar no centro das discussões do VI Seminário Regional de Cidades Fortificadas e Primeiro Encontro de Gestores de Fortificações, eventos organizados pela UFSC e que ocorrem em Florianópolis entre 31 de março e 02 de abril de 2010”.

Todos os pesquisadores e instituições, dentro e fora do Brasil, interessados em participar como colaboradores ou apoiadores do Banco de Dados Mundial sobre Fortificações podem fazer contato com a coordenação do Projeto através do e-mail projeto@fortalezasmultimidia.com.br.

Veja nos links abaixo outras informações sobre o Banco de Dados Mundial sobre Fortificações.


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